
Uma sessão do Parlamento da Armênia foi interrompida após uma discussão entre parlamentares da situação e da oposição evoluir para um confronto físico, na quinta-feira (29). A confusão foi marcada por socos, chutes e empurrões, além do arremesso de uma cadeira pelo vice-presidente da Assembleia Nacional, Vahagn Aleksanyan.
O episódio ocorreu durante a análise da indicação de um novo integrante da Câmara de Contas, instituição responsável por fiscalizar as finanças públicas do país. A tensão começou quando Taron Chakhoyan, deputado do partido governista Contrato Civil, direcionou críticas a familiares de Narek Karapetyan, líder da bancada oposicionista Armênia Forte.
Durante seu pronunciamento, Chakhoyan questionou uma declaração feita por um primo do oposicionista, que havia sugerido a criação de um ministério destinado a satisfazer mulheres. A cobrança provocou uma reação de Karapetyan, dando início a uma troca de acusações que rapidamente mobilizou outros parlamentares.
Com o agravamento da discussão, deputados deixaram seus lugares e passaram a se agredir. Entre os envolvidos estavam o governista Taron Chakhoyan e o oposicionista Garnik Davtyan, que trocaram socos no plenário.
O presidente da sessão, Ruben Rubinyan, inicialmente optou por manter os trabalhos, permitindo que a população acompanhasse a situação por meio da transmissão ao vivo. Entretanto, diante da continuidade das agressões, determinou a suspensão da reunião e solicitou a presença de agentes de segurança.
Mesmo após a interrupção, o desentendimento continuou nos corredores do Parlamento. Registros divulgados nas redes sociais mostram o deputado oposicionista Andranik Gevorgyan com sangramento no nariz, enquanto Ruben Mkhitaryan apareceu com as roupas danificadas.
Uma equipe de emergência chegou a ser acionada, mas o atendimento foi cancelado antes da chegada dos profissionais ao local. Segundo o serviço responsável, nenhum parlamentar recebeu assistência médica.
O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, criticou a ocorrência de violência no Parlamento, mas responsabilizou os deputados oposicionistas pelo início da confusão. Ele também defendeu a conduta dos integrantes de sua base política, incluindo o vice-presidente da Assembleia que arremessou a cadeira, classificando a reação como proporcional.
Em contrapartida, representantes da oposição acusaram o governo de estimular deliberadamente o confronto. O grupo também condenou o envolvimento de um membro da direção do Legislativo nas agressões.
A briga evidenciou o clima de tensão entre as forças políticas armênias, em meio a divergências e acusações durante os debates parlamentares.
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